terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O início...

Três amigos, uma cidade de pano de fundo. O desafio, vasculhar cada esquina, cada ruela, cada canto recôndito desta nossa Bela Cidade - Vila do Conde - e descobrir o seu pulsar à mesa das inúmeras tabernas, casas de pasto e tasquinhas que certamente, de forma "involuntária", escaparam à classificação do Via Michelin. Para esses criamos a nossa própria classificação "O Garfo", em sete níveis que vão em ordem crescente:

1.º Mal engarfado
2.º Garfo latão
3.º Garfo bronze
4.º Garfo prata
5.º Garfo ouro
6.º Garfo platina
7.º Garfo Diamante

O ambiente bucólico, a simpatia e arrojo no serviço, a decoração típica, o preço e a forma como o nosso palato é despertado por cada pitéu e nectar dos deuses que pretendemos degustar avidamente, são algum dos critérios que nos propomos avaliar.

A ideia surgiu há algum tempo, quando dois de nós com as saudades da comidinha da mamã resolvemos combater esta orfandade de sabores familiares, com uma busca a locais aos quais não levaríamos uma miuda, se impressionar fosse o objectivo. Começamos no centro de Vila do Conde e os limites levarão anos a descobrir certamente.

Serviço público autêntico é o que nos propomos fazer e o lema será: Queres comer bem e não sabes onde? Vai ao Arrota, a rota gastronómica de Vila do Conde!

Entretanto o grupo crescei, os pressupostos mantêm-se. Junta-te a nós nesta descoberta...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pensão Patarata

À mesa estão sempre de amigos, desta feita tivemos o prazer de ser recebidos por uma amiga. A Pensão Patarata é um espaço onde impera a boa disposição e a certeza de encontrarmos alguém que nos trata como família, ainda que os laços que o estabelecem sejam apenas, o oportunismo do local e da hora.

Portas abertas ao rio, onde uma esplanada faz as delícias, no bom tempo, entre garfadas de um extraordinário peixe grelhado. Desta feita a Carla não precisou de nos explicar como se comem as sardinhas assadas, como inúmeras vezes faz aos hóspedes estrangeiros, que teimosamente regressam, ainda que nunca lá tenham estado e apenas sigam conselho de amigos.

Entradas como mexilhões, queijo, presunto, alheiras, salgados e azeitonas, precedendo três diferentes tipos de peixes grelhados e uma costeleta de vitela. Tudo óptimo, tudo simples, tudo "caseiro", uma refeição entre amigos, para amigos, a única forma de o classificar. Garfo de ouro é o mínimo que posso propor.

Presentes estiveram, para além de mim, Marlene, Patrícia, Paulo e Pedro. Saúdo em particular a presença do Paulo após longa ausência, ele que tal como eu iniciou as primeiras garfadas deste projecto. A ideia é crescermos e como tal proponho desde já  admissão da Marlene e Pedro, que assiduamente nos têm feito companhia de forma muito interventiva.

Dito isto, a palavra aos restantes empossados.

Contactos:
Telefone: 252631894

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ADEGA DA VILA

Apesar de alguma demora, peço desde já desculpa pelo facto, aqui fica o meu primeiro post como membro dos arroteiros. Desde já o meu agradecimento a todos.
E como não podemos só falar e preocupar com a crise económico-financeira e com os juros da dívida pública, no passado dia 28 de Outubro voltamos ao convívio, este por sinal especial para mim pois foi o primeiro como membro efectivo dos arroteiros e não como convidado…:) e marcaram presença além de mim, a Patrícia, o Joel e como já se torna habitual a Marlene. O sítio escolhido para o nosso jantar, depois de algumas hesitações, foi a Adega da Vila. Começamos por ver o site, fez-se um telefonema para reservar mesa e explicou-se o porquê destes jantares e a existência do blogue ao gerente da Adega o qual se mostrou muito curioso, tendo até mais tarde ligado a perguntar o endereço do nosso blogue. Desde já um facto muito positivo o interesse demonstrado, algo que foi muito apreciado por todos nós.
A Adega da Vila, um local com decoração bastante peculiar, bem ao jeito daquilo que procuramos, ou seja, adegas ou tasquinhas tradicionais portuguesas onde predominem os petiscos e onde a decoração nos faça viajar para alguns anos atrás. Neste caso encontramos mesas e bancos de madeira, um longo balcão bem ao jeito das antigas adegas e vários pormenores de decoração desde os presuntos pendurados passando por um azulejo que nos chamou a atenção. Pois bem, à chegada fomos muito bem recebidos por todos, na mesa encontramos desde logo uma tábua de enchidos para saborearmos enquanto analisávamos a ementa e respectivas opções. Acabamos por escolher vários petiscos, sardinhas fritas (que eram um pouco grandes mas foi devidamente justificado o porquê), pataniscas de bacalhau, amêijoas, codornizes, chouriça sangueira (sugestão dos responsáveis da Adega), feijoada e mexilhão. A acompanhar escolhemos vinho maduro tinto e um de nós, o Joel, optou por uma cerveja Erdinger, uma opção a fugir um bocadinho ao tradicional mas que constitui sempre mais uma opção de qualidade. A apresentação dos pratos é simples mas adequada e as doses pequenas mas na sua generalidade foi tudo do nosso agrado. Destaco as amêijoas que realmente são muito saborosas. No final é de realçar o café, servido em copos de bolacha e chocolate e bebemos um licor limoncello…e aqui fica a minha pequena crítica pois poderia ter sido oferta, era um “mimo” para nós clientes que fica sempre bem e muito apreciamos. Fica a nota para melhorar.

Quanto ao preço, penso que está dentro da normalidade, não fica caro e saímos de lá bem satisfeitos e com vontade de voltar. Um local que por tudo isto se recomenda e que foi uma agradável surpresa. 
Assim a minha classificação vai para Garfo de Ouro.
Cumprimentos a todos.
Contactos:
Tel.: 961258237
Álvaro Sá

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bacchus

Cá estamos de volta aos convívios gastronómicos!



Apesar do convívio que aqui falo ter decorrido já nos inícios de Setembro, cá fica o registo da ocasião, que por sinal é digna de registo por dois motivos...um deles prende-se com o regresso do nosso querido arroteiro Alex de terras angolanas por um período de férias e também o regresso aos nossos jantares do arroteiro Paulo, que falhou os últimos. Desta forma, reuniram-se todos os arroteiros, além das presenças assíduas da Marlene, do Maia e da Inês. O outro motivo prende-se com a escolha do local de repasto...o Bacchus, que apesar de não corresponder exactamente aos critérios típicos de tasquinha, reúne requisitos essenciais, uma vez que é uma casa de vinhos e tapas e petiscos.

Reunidos os 7 à mesa, fomos degustando vários petiscos...moelinhas, alheira, amêijoas, tábua de queijos, pimentos-padrón, chouriça assada, rojões, cogumelos ao alhinho, pão e tostas. Acompanhados os petiscos por vinho maduro branco e tinto. Tudo muito bem apresentado, confeccionado e saboroso. Aliás, a ementa é composta por variados petiscos e por apetitosas tostas apresentadas em pão tipo alentejano.
O espaço é acolhedor, muito agradável e bem decorado, com pormenores interessantes (por exemplo, quadros de pintura ou fotografia expostos temporariamente), cores vivas e fortes a condizer com a temática da casa. O atendimento não difere, sou suspeita para falar porque sou cliente assídua da casa, mas todos são bem recebidos e atendidos.
Quanto ao preço, não é dos mais baratos mas também não considero elevado dado a conjuntura geral, fica acessível e sai-se bem satisfeito. Recomenda-se, sem dúvida alguma!

Por tudo isto, a minha classificação vai para garfo de ouro.


Outra questão que me levou a escrever este post prende-se com a proposta de um novo arroteiro...neste caso proponho o Maia a arroteiro, uma vez que tem sido uma presença assídua nos nossos jantares desde à largos meses, um seguidor atento da arrota gastronómica, e uma companhia animada e importante. E mais não digo para não dizerem que estou puxar a brasa à minha sardinha!


Que se manifestem os meus confrades arroteiros!


Até à próxima, que será brevemente.


Beijinhos e abraços

Contactos:
960 327 082 - 917 374 970 - 967 956 540
http://www.bacchus-winebar.net/contactos.php

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Reentre

Nem só de política são feitas as reentre's desta época do ano. Passa o Verão, desaparece a vergonha dos quilinhos a mais no bikini e eis que regressamos à arena degustativa. Que melhor como marca de reinício que a Feira de Gastronomia da cidade de Vila do Conde para o fazermos.

Nós os presentes, Joel, Marlene, Patrícia, Maia, Inês e Pedro, dedicamos a primeira parte do tempo a decidir qual a região a experimentar, função dos pratos da ementa e um ou outro factor que já é habitual procurarmos. Depressa o critério passou a ser a menor fila de espera. Feita a reserva e de forma a superar a hora de espera até nos sentarmos, fomos visitando os stands da feira. Copo ante copo, palitos que transportavam à boca desde enchidos, queijos e outras iguarias, lá fomos conduzidos pelos prazeres das diversas regiões do nosso país.

Quando chegamos à mesa a diversão e ânimo já era muito, contagiados por algo mais que as substâncias alcoólicas.

A comida foi bastante agradável e permitiu a degustação de sabores novos para alguns de nós. Serviu para nos juntarmos com o pretexto que nos une a todos nesta missiva.

Venha agora o novo encontro com a particularidade de contar com a presença do nosso caríssimo Alex.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Taberna do Quinzena

Uma vez mais reunidos para um jantar de Arroteiros, embora desta vez sem a presença de todos…faltou o Paulo e a Inês, presenças assíduas nos outros jantares. No entanto, contamos com duas presenças novas, o Miguel e o Zé, além de mim, Maia, Joel e Marlene. Nova dinâmica e novo espaço a explorar.

Esta taberna abriu muito recentemente, na passada semana apenas, e situa-se na conhecida praça José Régio em Vila do Conde. O conceito da Taberna é baseado na cozinha tradicional ribatejana, onde predominam vinhos, iguarias e pratos típicos do Ribatejo, bem como a caça. A decoração do espaço é prova do mesmo, com quadros, recortes de jornais e anúncios alusivos a touradas e aos toiros ribatejanos, não faltando inclusive a cabeça dum toiro embalsamada, algo que a meu ver era totalmente desnecessário uma vez que não sou aficionada nem a favor de touradas. O espaço tem pormenores engraçados, como por exemplo os pequenos copos sem pé, os pratos de barro, os talhares de cabo de madeira, os guardanapos com o logótipo da Taberna.

Quanto à ementa é composta por algumas entradas à base de queijos da região, chouriças várias, pica-pau, pastéis de bacalhau. Os pratos apresentam-se em doses individuais na sua maioria à base de espetadas variadas de carne e caça, nomeadamente de javali, veado, porco preto e novilho, além de um bife de toiro…todos acompanhados de batatas fritas e arroz, bem como de couve portuguesa em juliana salteada em azeite, alho e pão de centeio. As escolhas recaíram nas espetadas de veado, javali e porco preto, além de dourada assada. Os pratos de peixe são à base de peixe grelhado. A comida é bem servida e de gosto bastante agradável. A sobremesa também foi aprovada por todos. Quanto aos preços, estes são convidativos e acessíveis, mesmo relativamente aos vinhos, que embora não haja uma escolha muito vasta, a lista é bem composta e aceitável.

Há que salientar o “mimo” no final da refeição, cinco licores caseiros diferentes servidos em garrafas com o logótipo da casa e que vêm para a mesa num cesto em forma de barril. Os licores são de café, leite, menta, ginga e aguardente. Digamos que são muito bons e foram bastante apreciados por todos nós, além de serem uma forma de agradar aos clientes e uma ideia bastante bem vista e geralmente do agrado de todos.

Por último, em relação ao atendimento, fomos bem atendidos e servidos; os empregados são simpáticos e atenciosos e não há nada a apontar de menos positivo. Sem dúvida que o bom atendimento, além da qualidade da comida como é óbvio, é fundamental numa casa e para cativar os clientes.

Resumidamente, foi uma boa escolha e é um local a repetir futuramente. Por tudo isto que foi dito, o meu voto vai para Garfo de Prata.


Beijinhos para todos e até à próxima.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Pinto

A nossa primeira incursão, na freguesia que me atrevo a dizer, mais carismática do belo Concelho de Vila do Conde. Em plena marginal das Caxinas há um espaço já muito próximo da Póvoa, que nos despertou atenção.

Feito o reconhecimento, logo em seguida a marcação pela Patrícia e as expectativas eram elevadas. Excelente localização, espaço com mantém alguma identidade regional com funcionalidade e modernidade, tornando-se bastante agradável a permanência. Acresce um espaço nas traseiras mais rústico, seguindo a toponímia das habitações nesta freguesia, ou seja, estreitas mas com compridas, com quintal nas traseiras.

Estávamos seis, para além de mim, Paulo, Patrícia, Marlene, Inês e Maia. Em grupos de três fomos chegando e apenas foi preciso sentar o primeiro grupo para se iniciar uma correria de travessas e pratos para a mesa. A casa funciona só com entradas e petiscos, tendo uma enorme variedade entre frios, enchidos, quentes. Variedade impossível de experimentar numa vez só e nós que o digamos, não embora os sucessivos pedidos para interromperem a vinda de comida. Resultado, todos gostamos no entanto não nos foi permitido escolher pois simplesmente veio de tudo o que havia, do que destaco, enchidos, cebolinhas novas, ameijoas, moelinhas, queijo de cabra curado, peixe espada frito, feijão frade, grão de bico e muito mas muito mais pitéus.

Sinceramente tenho dificuldades em pontuar esta casa, pois tem tudo para ser um espaço de eleição, contudo a forma ávida com que nos empanturraram de comida e o nervosismo no serviço e uma factura no final só dita de boca, número redondo sem qualquer justificação, merecem um reparo. Estou no entanto certo e confiante que é sem dúvidas um espaço a visitar e repetir de futuro.

Garfo de prata é o que aponto tendo em vista o que descrevi.