A nossa primeira incursão, na freguesia que me atrevo a dizer, mais carismática do belo Concelho de Vila do Conde. Em plena marginal das Caxinas há um espaço já muito próximo da Póvoa, que nos despertou atenção.
Feito o reconhecimento, logo em seguida a marcação pela Patrícia e as expectativas eram elevadas. Excelente localização, espaço com mantém alguma identidade regional com funcionalidade e modernidade, tornando-se bastante agradável a permanência. Acresce um espaço nas traseiras mais rústico, seguindo a toponímia das habitações nesta freguesia, ou seja, estreitas mas com compridas, com quintal nas traseiras.
Estávamos seis, para além de mim, Paulo, Patrícia, Marlene, Inês e Maia. Em grupos de três fomos chegando e apenas foi preciso sentar o primeiro grupo para se iniciar uma correria de travessas e pratos para a mesa. A casa funciona só com entradas e petiscos, tendo uma enorme variedade entre frios, enchidos, quentes. Variedade impossível de experimentar numa vez só e nós que o digamos, não embora os sucessivos pedidos para interromperem a vinda de comida. Resultado, todos gostamos no entanto não nos foi permitido escolher pois simplesmente veio de tudo o que havia, do que destaco, enchidos, cebolinhas novas, ameijoas, moelinhas, queijo de cabra curado, peixe espada frito, feijão frade, grão de bico e muito mas muito mais pitéus.
Sinceramente tenho dificuldades em pontuar esta casa, pois tem tudo para ser um espaço de eleição, contudo a forma ávida com que nos empanturraram de comida e o nervosismo no serviço e uma factura no final só dita de boca, número redondo sem qualquer justificação, merecem um reparo. Estou no entanto certo e confiante que é sem dúvidas um espaço a visitar e repetir de futuro.
Garfo de prata é o que aponto tendo em vista o que descrevi.


