terça-feira, 27 de abril de 2010

Food Out There

Entre encontros, aproveito para preencher com alguma informação este nosso espaço. Entre encontros, porque a semana passada conseguimos finalmente juntar os três fundadores, numa curta permanência do Alex no país, mas sobre isso ele mesmo dirá algo muito em breve espero. Se é entre falta algo, esse algo será amanhã.

Comida internacional. Enquanto se fala de vulcões, voos cancelados e corrida a tudo o que são meios de transportes alternativos, acontecimentos esses que senti bem no corpo, tive oportunidade de experimentar algumas iguarias em Graz (Áustria) e Barcelona, sendo que nesta última se dispensam parênteses.

Graz e Áustria são em tudo similares à Alemanha do sul. Há a mesma organização, a mesma limpeza e as pessoas apenas se distinguem um pouco por serem mais baixas e muito hospitaleiras. Seria de esperar que a comida fosse idêntica, o que de facto achei que não. É bastante mais elaborada, mais rica em sabores trabalhados e com bastante peixe embora de rio. Bons vinhos, óptimo pão, cerveja razoável.


Em Barcelona já estive algumas vezes e só da primeira experimentei comida que adorei. Das outras vezes marcharam os habituais pinchos, tapas e paella de microondas. É o exemplo perfeito da diferença entre ir jantar com alguém que conheça a cidade ou arriscar nos locais mais turísticos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tasquinha S. Brás

Antes de mais quero agradecer aos fundadores deste blog o privilégio de ter sido convidada por um dos fundadores, o meu amigo Joel, para fazer parte deste grupo de três amigos que decidiram juntar-se em jantares de convívio e com este nobre propósito. Feito o convite, aceitei de imediato o desafio e mais do que isso sinto-me lisonjeada não só pelo convite, como pela aceitação unânime como arroteira. Agradeço tão nobre honra. Confesso que me faz pensar, mas é melhor não tecer comentários nem aprofundar o assunto, encarando apenas como algo positivo.

Pois bem, a pergunta que se coloca ao consultar este blog é: queres comer bem e não sabes onde? Vai à arrota gastronómica e escolhe uma das sugestões. Na passada quarta-feira fomos conhecer e experimentar um novo local, chamado Tasquinha S. Brás, situado em Vilarinho, na freguesia de Vila do Conde. O contacto inicial foi feito por telefone pelo Joel, o mais caricato da questão foi a dona do local perguntar quem ele era e querer saber ser era alguém conhecido dela. Neste visita, juntaram-se a nós dois convidados, a Inês e o Maia. Obrigada pela pela presença e por terem ajudado na animação.
Chegados ao local deparamo-nos com um café típico e sem produções, com um balcão logo à entrada do lado direito e com algumas mesas de madeira espalhadas pela sala, sendo um espaço relativamente pequeno e com poucas mesas. Ficamos sentados numa mesa redonda, a única note-se, quase no meio da sala, em lugar de destaque e rodeados por alguns habitantes da localidade, que nos olharam como estrangeiros praticamente, mas sem retaliações. Destaco dois deles que se encontravam ao balcão a beber cada um o seu copo de vinho branco e a conversarem animadamente. Mantiveram-se lá durante todo o jantar e quando foram embora já iam bem aquecidos…estava frio naquela noite por sinal.

Fomos recebidos de forma simpática e descontraída pela funcionária e de forma calorosa e bastante animada pela dona do local. Quanto às iguarias saboreadas, começamos pelas entradas…moelinhas, punheta de bacalhau, polvo com molho verde, pataniscas, pão, manteigas e queijinhos. Para repasto principal pediram-se várias iguarias, o que acabou por ser exagerado mas pelo menos serviu para experimentar pratos diferentes, desde o bacalhau frito de cebolada, rojões, feijoada e ainda bife do lombo com cogumelos. Segundo a dona da casa podem ser saboreados outros petiscos e pratos, ao gosto de cada um, desde que seja feita a reserva e encomenda com mais antecedência. Impera a cozinha tradicional portuguesa, os pratos são bem servidos e saborosos, apesar da apresentação simples. A meu ver, o único senão prende-se com o preço, que não é muito acessível tendo em conta a casa em si. O valor ultrapassou um bocado o preço médio dos jantares anteriores. Assim sendo, a minha classificação para esta tasquinha é de garfo de prata. Que se manisfestem os outros fundadores presentes.


Até à próxima jantarada!

Beijos e abraços a todos

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Proposta de novo(a) Arroteiro(a)

Recordo a ideia que esteve na base desta iniciativa:

"Três amigos, uma cidade de pano de fundo. O desafio, vasculhar cada esquina, cada ruela, cada canto recôndito desta nossa Bela Cidade - Vila do Conde - e descobrir o seu pulsar à mesa das inúmeras tabernas, casas de pasto e tasquinhas que certamente, de forma "involuntária", escaparam à classificação do Via Michelin. Para esses criamos a nossa própria classificação "O Garfo", em sete níveis que vão em ordem crescente (...)".

Nesta linha de pensamento a escolha dos locais tinha um predicado único, o local onde nunca levaríamos uma mulher se o objectivo fosse impressionar.

Pois bem algum tempo passou, acumulamos experiências, convidamos amigos e fomos assumindo uma dinâmica que nos permite hoje admitir um novo elemento de pleno direito. Pela persistência, pela alegria que trouxe para a mesa, pelo entusiasmo, pela amizade e carinho que nos dá a todos e acima de tudo pelo espírito arroteiro que demonstrou, demonstra e certamente demonstrará, proponho a nossa Patrícia a Arroteira de pleno direito! Que se pronunciem os restantes Fundadores...
Deixo-vos com um fado do nosso caríssimo amigo Carlos Alberto da Adega do Tijolo a que proponho um retorno muito em breve.