domingo, 5 de dezembro de 2010

Pensão Patarata

À mesa estão sempre de amigos, desta feita tivemos o prazer de ser recebidos por uma amiga. A Pensão Patarata é um espaço onde impera a boa disposição e a certeza de encontrarmos alguém que nos trata como família, ainda que os laços que o estabelecem sejam apenas, o oportunismo do local e da hora.

Portas abertas ao rio, onde uma esplanada faz as delícias, no bom tempo, entre garfadas de um extraordinário peixe grelhado. Desta feita a Carla não precisou de nos explicar como se comem as sardinhas assadas, como inúmeras vezes faz aos hóspedes estrangeiros, que teimosamente regressam, ainda que nunca lá tenham estado e apenas sigam conselho de amigos.

Entradas como mexilhões, queijo, presunto, alheiras, salgados e azeitonas, precedendo três diferentes tipos de peixes grelhados e uma costeleta de vitela. Tudo óptimo, tudo simples, tudo "caseiro", uma refeição entre amigos, para amigos, a única forma de o classificar. Garfo de ouro é o mínimo que posso propor.

Presentes estiveram, para além de mim, Marlene, Patrícia, Paulo e Pedro. Saúdo em particular a presença do Paulo após longa ausência, ele que tal como eu iniciou as primeiras garfadas deste projecto. A ideia é crescermos e como tal proponho desde já  admissão da Marlene e Pedro, que assiduamente nos têm feito companhia de forma muito interventiva.

Dito isto, a palavra aos restantes empossados.

Contactos:
Telefone: 252631894

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ADEGA DA VILA

Apesar de alguma demora, peço desde já desculpa pelo facto, aqui fica o meu primeiro post como membro dos arroteiros. Desde já o meu agradecimento a todos.
E como não podemos só falar e preocupar com a crise económico-financeira e com os juros da dívida pública, no passado dia 28 de Outubro voltamos ao convívio, este por sinal especial para mim pois foi o primeiro como membro efectivo dos arroteiros e não como convidado…:) e marcaram presença além de mim, a Patrícia, o Joel e como já se torna habitual a Marlene. O sítio escolhido para o nosso jantar, depois de algumas hesitações, foi a Adega da Vila. Começamos por ver o site, fez-se um telefonema para reservar mesa e explicou-se o porquê destes jantares e a existência do blogue ao gerente da Adega o qual se mostrou muito curioso, tendo até mais tarde ligado a perguntar o endereço do nosso blogue. Desde já um facto muito positivo o interesse demonstrado, algo que foi muito apreciado por todos nós.
A Adega da Vila, um local com decoração bastante peculiar, bem ao jeito daquilo que procuramos, ou seja, adegas ou tasquinhas tradicionais portuguesas onde predominem os petiscos e onde a decoração nos faça viajar para alguns anos atrás. Neste caso encontramos mesas e bancos de madeira, um longo balcão bem ao jeito das antigas adegas e vários pormenores de decoração desde os presuntos pendurados passando por um azulejo que nos chamou a atenção. Pois bem, à chegada fomos muito bem recebidos por todos, na mesa encontramos desde logo uma tábua de enchidos para saborearmos enquanto analisávamos a ementa e respectivas opções. Acabamos por escolher vários petiscos, sardinhas fritas (que eram um pouco grandes mas foi devidamente justificado o porquê), pataniscas de bacalhau, amêijoas, codornizes, chouriça sangueira (sugestão dos responsáveis da Adega), feijoada e mexilhão. A acompanhar escolhemos vinho maduro tinto e um de nós, o Joel, optou por uma cerveja Erdinger, uma opção a fugir um bocadinho ao tradicional mas que constitui sempre mais uma opção de qualidade. A apresentação dos pratos é simples mas adequada e as doses pequenas mas na sua generalidade foi tudo do nosso agrado. Destaco as amêijoas que realmente são muito saborosas. No final é de realçar o café, servido em copos de bolacha e chocolate e bebemos um licor limoncello…e aqui fica a minha pequena crítica pois poderia ter sido oferta, era um “mimo” para nós clientes que fica sempre bem e muito apreciamos. Fica a nota para melhorar.

Quanto ao preço, penso que está dentro da normalidade, não fica caro e saímos de lá bem satisfeitos e com vontade de voltar. Um local que por tudo isto se recomenda e que foi uma agradável surpresa. 
Assim a minha classificação vai para Garfo de Ouro.
Cumprimentos a todos.
Contactos:
Tel.: 961258237
Álvaro Sá

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bacchus

Cá estamos de volta aos convívios gastronómicos!



Apesar do convívio que aqui falo ter decorrido já nos inícios de Setembro, cá fica o registo da ocasião, que por sinal é digna de registo por dois motivos...um deles prende-se com o regresso do nosso querido arroteiro Alex de terras angolanas por um período de férias e também o regresso aos nossos jantares do arroteiro Paulo, que falhou os últimos. Desta forma, reuniram-se todos os arroteiros, além das presenças assíduas da Marlene, do Maia e da Inês. O outro motivo prende-se com a escolha do local de repasto...o Bacchus, que apesar de não corresponder exactamente aos critérios típicos de tasquinha, reúne requisitos essenciais, uma vez que é uma casa de vinhos e tapas e petiscos.

Reunidos os 7 à mesa, fomos degustando vários petiscos...moelinhas, alheira, amêijoas, tábua de queijos, pimentos-padrón, chouriça assada, rojões, cogumelos ao alhinho, pão e tostas. Acompanhados os petiscos por vinho maduro branco e tinto. Tudo muito bem apresentado, confeccionado e saboroso. Aliás, a ementa é composta por variados petiscos e por apetitosas tostas apresentadas em pão tipo alentejano.
O espaço é acolhedor, muito agradável e bem decorado, com pormenores interessantes (por exemplo, quadros de pintura ou fotografia expostos temporariamente), cores vivas e fortes a condizer com a temática da casa. O atendimento não difere, sou suspeita para falar porque sou cliente assídua da casa, mas todos são bem recebidos e atendidos.
Quanto ao preço, não é dos mais baratos mas também não considero elevado dado a conjuntura geral, fica acessível e sai-se bem satisfeito. Recomenda-se, sem dúvida alguma!

Por tudo isto, a minha classificação vai para garfo de ouro.


Outra questão que me levou a escrever este post prende-se com a proposta de um novo arroteiro...neste caso proponho o Maia a arroteiro, uma vez que tem sido uma presença assídua nos nossos jantares desde à largos meses, um seguidor atento da arrota gastronómica, e uma companhia animada e importante. E mais não digo para não dizerem que estou puxar a brasa à minha sardinha!


Que se manifestem os meus confrades arroteiros!


Até à próxima, que será brevemente.


Beijinhos e abraços

Contactos:
960 327 082 - 917 374 970 - 967 956 540
http://www.bacchus-winebar.net/contactos.php

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Reentre

Nem só de política são feitas as reentre's desta época do ano. Passa o Verão, desaparece a vergonha dos quilinhos a mais no bikini e eis que regressamos à arena degustativa. Que melhor como marca de reinício que a Feira de Gastronomia da cidade de Vila do Conde para o fazermos.

Nós os presentes, Joel, Marlene, Patrícia, Maia, Inês e Pedro, dedicamos a primeira parte do tempo a decidir qual a região a experimentar, função dos pratos da ementa e um ou outro factor que já é habitual procurarmos. Depressa o critério passou a ser a menor fila de espera. Feita a reserva e de forma a superar a hora de espera até nos sentarmos, fomos visitando os stands da feira. Copo ante copo, palitos que transportavam à boca desde enchidos, queijos e outras iguarias, lá fomos conduzidos pelos prazeres das diversas regiões do nosso país.

Quando chegamos à mesa a diversão e ânimo já era muito, contagiados por algo mais que as substâncias alcoólicas.

A comida foi bastante agradável e permitiu a degustação de sabores novos para alguns de nós. Serviu para nos juntarmos com o pretexto que nos une a todos nesta missiva.

Venha agora o novo encontro com a particularidade de contar com a presença do nosso caríssimo Alex.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Taberna do Quinzena

Uma vez mais reunidos para um jantar de Arroteiros, embora desta vez sem a presença de todos…faltou o Paulo e a Inês, presenças assíduas nos outros jantares. No entanto, contamos com duas presenças novas, o Miguel e o Zé, além de mim, Maia, Joel e Marlene. Nova dinâmica e novo espaço a explorar.

Esta taberna abriu muito recentemente, na passada semana apenas, e situa-se na conhecida praça José Régio em Vila do Conde. O conceito da Taberna é baseado na cozinha tradicional ribatejana, onde predominam vinhos, iguarias e pratos típicos do Ribatejo, bem como a caça. A decoração do espaço é prova do mesmo, com quadros, recortes de jornais e anúncios alusivos a touradas e aos toiros ribatejanos, não faltando inclusive a cabeça dum toiro embalsamada, algo que a meu ver era totalmente desnecessário uma vez que não sou aficionada nem a favor de touradas. O espaço tem pormenores engraçados, como por exemplo os pequenos copos sem pé, os pratos de barro, os talhares de cabo de madeira, os guardanapos com o logótipo da Taberna.

Quanto à ementa é composta por algumas entradas à base de queijos da região, chouriças várias, pica-pau, pastéis de bacalhau. Os pratos apresentam-se em doses individuais na sua maioria à base de espetadas variadas de carne e caça, nomeadamente de javali, veado, porco preto e novilho, além de um bife de toiro…todos acompanhados de batatas fritas e arroz, bem como de couve portuguesa em juliana salteada em azeite, alho e pão de centeio. As escolhas recaíram nas espetadas de veado, javali e porco preto, além de dourada assada. Os pratos de peixe são à base de peixe grelhado. A comida é bem servida e de gosto bastante agradável. A sobremesa também foi aprovada por todos. Quanto aos preços, estes são convidativos e acessíveis, mesmo relativamente aos vinhos, que embora não haja uma escolha muito vasta, a lista é bem composta e aceitável.

Há que salientar o “mimo” no final da refeição, cinco licores caseiros diferentes servidos em garrafas com o logótipo da casa e que vêm para a mesa num cesto em forma de barril. Os licores são de café, leite, menta, ginga e aguardente. Digamos que são muito bons e foram bastante apreciados por todos nós, além de serem uma forma de agradar aos clientes e uma ideia bastante bem vista e geralmente do agrado de todos.

Por último, em relação ao atendimento, fomos bem atendidos e servidos; os empregados são simpáticos e atenciosos e não há nada a apontar de menos positivo. Sem dúvida que o bom atendimento, além da qualidade da comida como é óbvio, é fundamental numa casa e para cativar os clientes.

Resumidamente, foi uma boa escolha e é um local a repetir futuramente. Por tudo isto que foi dito, o meu voto vai para Garfo de Prata.


Beijinhos para todos e até à próxima.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Pinto

A nossa primeira incursão, na freguesia que me atrevo a dizer, mais carismática do belo Concelho de Vila do Conde. Em plena marginal das Caxinas há um espaço já muito próximo da Póvoa, que nos despertou atenção.

Feito o reconhecimento, logo em seguida a marcação pela Patrícia e as expectativas eram elevadas. Excelente localização, espaço com mantém alguma identidade regional com funcionalidade e modernidade, tornando-se bastante agradável a permanência. Acresce um espaço nas traseiras mais rústico, seguindo a toponímia das habitações nesta freguesia, ou seja, estreitas mas com compridas, com quintal nas traseiras.

Estávamos seis, para além de mim, Paulo, Patrícia, Marlene, Inês e Maia. Em grupos de três fomos chegando e apenas foi preciso sentar o primeiro grupo para se iniciar uma correria de travessas e pratos para a mesa. A casa funciona só com entradas e petiscos, tendo uma enorme variedade entre frios, enchidos, quentes. Variedade impossível de experimentar numa vez só e nós que o digamos, não embora os sucessivos pedidos para interromperem a vinda de comida. Resultado, todos gostamos no entanto não nos foi permitido escolher pois simplesmente veio de tudo o que havia, do que destaco, enchidos, cebolinhas novas, ameijoas, moelinhas, queijo de cabra curado, peixe espada frito, feijão frade, grão de bico e muito mas muito mais pitéus.

Sinceramente tenho dificuldades em pontuar esta casa, pois tem tudo para ser um espaço de eleição, contudo a forma ávida com que nos empanturraram de comida e o nervosismo no serviço e uma factura no final só dita de boca, número redondo sem qualquer justificação, merecem um reparo. Estou no entanto certo e confiante que é sem dúvidas um espaço a visitar e repetir de futuro.

Garfo de prata é o que aponto tendo em vista o que descrevi.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Restaurante do Parque de Campismo de Azurara

Desta vez fugimos à regra e fizemos a jantarada num domingo (30 de Maio) para puderem estar presentes todos os membros arroteiros. Além de mim, do Joel e do Paulo estiveram presentes aqueles que já são presenças habituais nestes jantares: Inês, Maia, Marlene e Sandrinha. Contamos ainda com mais uma presença desta vez, o Jorge, amigo de um de nós.

A escolha do espaço não vai de encontro ao conceito original mas de qualquer forma decidimos experimentar e partilhar aqui a nossa opinião. O espaço em sim é muito grande, apropriado para Parque de Campismo, pelo que se torna pouco acolhedor, no entanto apresenta-se limpo e com bom aspecto.

Quanto à ementa, esta apresenta-se variada, não em termos de entradas e petiscos mas com vários pratos de peixe e de carne. As escolhas recairam todas para pratos de carne: posta à mirandesa, costoletão de boi e secretos de porco preto. A confecção é agradável e farta, as doses são muito grandes, pelo que meia dose dá perfeitamente para duas pessoas. Escusado será dizer que pedimos comida a mais e sobrou. Para a próxima já sabemos. Quanto a sobremesas, havia várias escolhas e não houve queixas, realço a maçã assada com massa folhada, bastante saborosa.
Quanto ao atendimento, ficou um pouco a desejar, pessoalmente não gostei devido à distracção do empregado, não achei que fossemos bem recebidos.
Tendo em conta tudo isto, a minha pontuação é de garfo de bronze, apenas pela comida em si.

Os restantes arroteiros que digam de sua justiça.

Beijinhos para todos e até à próxima…

terça-feira, 1 de junho de 2010

Casa Nostra

Fizemos a escolha de um restaurante próximo de 2 marcos importantes da nossa cidade – A Igreja Matriz e os Paços do Concelho.
Recordamos que este Restaurante pertenceu a familiares do Arroteiro Joel sempre com a temática da comida Italiana como pano de Fundo, sendo também por isso que a sua decoração se baseia mais nesse ponto. Que até mesmo poderiam fugir um pouco, dar uma nova cara a este restaurante como novas ideias e apresentarem com uma cara lavada aos consumidores que agora procuram novos temas bem como diversidade, visto que perdeu a magia da comida italiana como era conhecido.
A nível da hospitalidade, não sei o que se passou mas a Srª não deveria estar nos melhores dias, não nos recebeu da mesma alegria que é costume ( isso acontece a qualquer um).
A nível de entradas nada de especial acrescentar. Agora o prato que provei simples costeletoes que estavam bons mas normais ….

Por isso a minha nota é o Garfo de Bronze

Passo a bola para os restantes arroteiros

terça-feira, 11 de maio de 2010

Adega do Monte

A ocasião era de festa, afinal de contas fazia meses que não se encontravam os 3 fundadores, ainda para mais à volta de uma mesa. Mais importante que encontro dos pais desta ideia, foi o encontro de amigos e nisso tivemos a maior adesão de sempre, num testemunho de amizade em que sempre prevaleceu o humor, a brincadeira e a boa disposição. Para além dos 3, regista-se a agora Arroteira Patricia, os usuais Pedro, Sandra e Inês (duplamente feliz), para além das estreias da Marlene, Maia, Bárbara e Bruno.

Ora bem no que respeita ao repasto propriamente dito, a expectativa ficou gorada. Por duas vezes tentamos lá jantar sem sucesso pois não nos receberam sem reservas. A ementa foi deixada ao critério da casa, tendo recaído em picanha e algumas entradas atípicas de uma adega. O vinho também não merece nenhuma distinção, nem por ser bom, nem pelo o oposto. O preço foi muito elevado para a qualidade ou mesmo falta dela, do que foi servido.

É um espaço muito bem situado, junto a dois marcos importantíssimos da nossa cidade, o Aqueduto e o Mosteiro. Uma boa refeição, seguida de uma dúzia de passos para avistar a nossa bela cidade, o rio e o mar, de certo traria palavras de José Régio à mente, sentidas como nossos. Tudo lá estava menos a refeição, uma nova oportunidade até podia ser, no entanto eu fiquei sem vontade...

O que não consigo isolar é a qualidade da comida, com o espaço e o convívio, tudo factores de ponderação na equação, pelo que a minha pontuação é de garfo de bronze.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Food Out There

Entre encontros, aproveito para preencher com alguma informação este nosso espaço. Entre encontros, porque a semana passada conseguimos finalmente juntar os três fundadores, numa curta permanência do Alex no país, mas sobre isso ele mesmo dirá algo muito em breve espero. Se é entre falta algo, esse algo será amanhã.

Comida internacional. Enquanto se fala de vulcões, voos cancelados e corrida a tudo o que são meios de transportes alternativos, acontecimentos esses que senti bem no corpo, tive oportunidade de experimentar algumas iguarias em Graz (Áustria) e Barcelona, sendo que nesta última se dispensam parênteses.

Graz e Áustria são em tudo similares à Alemanha do sul. Há a mesma organização, a mesma limpeza e as pessoas apenas se distinguem um pouco por serem mais baixas e muito hospitaleiras. Seria de esperar que a comida fosse idêntica, o que de facto achei que não. É bastante mais elaborada, mais rica em sabores trabalhados e com bastante peixe embora de rio. Bons vinhos, óptimo pão, cerveja razoável.


Em Barcelona já estive algumas vezes e só da primeira experimentei comida que adorei. Das outras vezes marcharam os habituais pinchos, tapas e paella de microondas. É o exemplo perfeito da diferença entre ir jantar com alguém que conheça a cidade ou arriscar nos locais mais turísticos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tasquinha S. Brás

Antes de mais quero agradecer aos fundadores deste blog o privilégio de ter sido convidada por um dos fundadores, o meu amigo Joel, para fazer parte deste grupo de três amigos que decidiram juntar-se em jantares de convívio e com este nobre propósito. Feito o convite, aceitei de imediato o desafio e mais do que isso sinto-me lisonjeada não só pelo convite, como pela aceitação unânime como arroteira. Agradeço tão nobre honra. Confesso que me faz pensar, mas é melhor não tecer comentários nem aprofundar o assunto, encarando apenas como algo positivo.

Pois bem, a pergunta que se coloca ao consultar este blog é: queres comer bem e não sabes onde? Vai à arrota gastronómica e escolhe uma das sugestões. Na passada quarta-feira fomos conhecer e experimentar um novo local, chamado Tasquinha S. Brás, situado em Vilarinho, na freguesia de Vila do Conde. O contacto inicial foi feito por telefone pelo Joel, o mais caricato da questão foi a dona do local perguntar quem ele era e querer saber ser era alguém conhecido dela. Neste visita, juntaram-se a nós dois convidados, a Inês e o Maia. Obrigada pela pela presença e por terem ajudado na animação.
Chegados ao local deparamo-nos com um café típico e sem produções, com um balcão logo à entrada do lado direito e com algumas mesas de madeira espalhadas pela sala, sendo um espaço relativamente pequeno e com poucas mesas. Ficamos sentados numa mesa redonda, a única note-se, quase no meio da sala, em lugar de destaque e rodeados por alguns habitantes da localidade, que nos olharam como estrangeiros praticamente, mas sem retaliações. Destaco dois deles que se encontravam ao balcão a beber cada um o seu copo de vinho branco e a conversarem animadamente. Mantiveram-se lá durante todo o jantar e quando foram embora já iam bem aquecidos…estava frio naquela noite por sinal.

Fomos recebidos de forma simpática e descontraída pela funcionária e de forma calorosa e bastante animada pela dona do local. Quanto às iguarias saboreadas, começamos pelas entradas…moelinhas, punheta de bacalhau, polvo com molho verde, pataniscas, pão, manteigas e queijinhos. Para repasto principal pediram-se várias iguarias, o que acabou por ser exagerado mas pelo menos serviu para experimentar pratos diferentes, desde o bacalhau frito de cebolada, rojões, feijoada e ainda bife do lombo com cogumelos. Segundo a dona da casa podem ser saboreados outros petiscos e pratos, ao gosto de cada um, desde que seja feita a reserva e encomenda com mais antecedência. Impera a cozinha tradicional portuguesa, os pratos são bem servidos e saborosos, apesar da apresentação simples. A meu ver, o único senão prende-se com o preço, que não é muito acessível tendo em conta a casa em si. O valor ultrapassou um bocado o preço médio dos jantares anteriores. Assim sendo, a minha classificação para esta tasquinha é de garfo de prata. Que se manisfestem os outros fundadores presentes.


Até à próxima jantarada!

Beijos e abraços a todos

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Proposta de novo(a) Arroteiro(a)

Recordo a ideia que esteve na base desta iniciativa:

"Três amigos, uma cidade de pano de fundo. O desafio, vasculhar cada esquina, cada ruela, cada canto recôndito desta nossa Bela Cidade - Vila do Conde - e descobrir o seu pulsar à mesa das inúmeras tabernas, casas de pasto e tasquinhas que certamente, de forma "involuntária", escaparam à classificação do Via Michelin. Para esses criamos a nossa própria classificação "O Garfo", em sete níveis que vão em ordem crescente (...)".

Nesta linha de pensamento a escolha dos locais tinha um predicado único, o local onde nunca levaríamos uma mulher se o objectivo fosse impressionar.

Pois bem algum tempo passou, acumulamos experiências, convidamos amigos e fomos assumindo uma dinâmica que nos permite hoje admitir um novo elemento de pleno direito. Pela persistência, pela alegria que trouxe para a mesa, pelo entusiasmo, pela amizade e carinho que nos dá a todos e acima de tudo pelo espírito arroteiro que demonstrou, demonstra e certamente demonstrará, proponho a nossa Patrícia a Arroteira de pleno direito! Que se pronunciem os restantes Fundadores...
Deixo-vos com um fado do nosso caríssimo amigo Carlos Alberto da Adega do Tijolo a que proponho um retorno muito em breve.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Gavina



Gavina, é um nome que ficará sempre recordado pela a forte comunidade piscatória Vilacondense, devido a sua localização junto aos antigos Estaleiros Navais existentes a frente do mesmo. Sem duvida um ponto de encontro dos antigos lobos do mar, bem como as suas historias sobre a pesca do bacalhau que quando ia lá com o meu falecido Avo ouvia sempre.

Localizado na parte renovada da zona ribeirinha da nossa cidade, tendo bem próximo vários locais de referência como a Capela do Socorro, o Museu dos Descobrimentos bem como uma réplica de uma Nau que foi construída nos nossos Estaleiros.

Um local ideal para juntar amigos e saborear vários pratos disponíveis tendo como referencia um dos pratos que faz a casa o famoso Bacalhau a Gavina, contudo fica o aviso que o local não tem tantas mesas como se espera, senão tirava certa graça deste local.

Foi um dos pratos que foi saboreado na altura da nossa visita neste caso passo a bola para os 2 confrades – Alex e Joel, no meu caso tive o prazer de apreciar um belo costeletão que estava divinal, acompanhado por um belo vinho.

Neste caso a minha nota é o Garfo de Ouro e fica a nota que é um dos locais de referencia da nossa historia como comunidade marítima que somos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

New York

Um sub tema desta blog é falar da gastronomia dos locais que os seus fundadores têm a felicidade de visitar. O Arroteiro Alex está em falta com Luanda e eu para lhe poder puxar as orelhas não posso também falhar...

New York, que dizer? Há imenso que falar, mas é de comida que há aqui lugar. Fabuloso, like a real movie, grandioso, um mundo à parte... São tudo definições que descrevem esta cidade e me tiraram o fôlego de uma forma inesperada. Estas definições não cabem contudo no que à comida toca. Associado ao péssimo tempo que se fez sentir e aos elevados preços de quase tudo, a comida era péssima.

Sem identidade, sabores que só permitem medir as calorias. Hamburgeres, hot dogs, bifes tipo flinstones mas com sabor enjoativo, pastas miseráveis... De tudo um pouco experimentei e nada agradou... Uma padaria portuguesa e um bom restaurante nacional, daria um toque excelente.

Não ilustrarei esta frustação gastronómica com fotos dos pratos, mas de alguns ingredientes de mercados no China Town e Central Station. Nova iorquino alimenta-se em movimento, agarra qualquer coisa e vai comendo no caminho, é tudo tal qual os filmes...


quarta-feira, 17 de março de 2010

Caravela

Pois bem, estava em dívida e por isso com algum atraso aqui vão umas linhas.

Já era sabido que os potenciais e conhecidos locais na Freguesia de Vila do Conde estavam a esgotar e como tal abrimos as portas às restantes freguesias. Neste primeiro acto de prospecção além "capital", os dois Arroteiros fundadores presentes no país resolvemos fazer uma recriação e tentamos substituir o insubstituível, mas com muito esforço do Pedro não foi possível, mantivemos apenas o número de 3 amigos juntados à mesa, com muito boa disposição.

A opção recaiu no restaurante Caravela em Vila Chã. O espaço é fantástico decorado com temas dedicados ao mar. É um espaço muito procurado por malta do Porto que procura iguarias e foi através dessa malta que o conheci. A única mesa ocupada era a nossa, mas nem por isso faltou animação e sonoras gargalhadas, tendo por tema central as mulheres, aproveitando a ausência de elementos femininos. Não há que enganar e no meio de tanto disparate a diversão foi total.

A comida que é o que importa. A ideia foi não olhar a custos e experimentar coisas diferentes, daí as ovas de peixe, os ouriços do mar grelhados, os camarões com molho de tomate e sabor a mar, lulas à moda da casa e muito mais. Palete de sabores deliciosos com um inegável toque a mar. O preço ultrapassou os 15€, mais fruto das escolhas que exagero nos preços, mas certamente numa refeição normal volta para os 10€ que temos como base para estes jantares.

Foi sem dúvida uma escolha muito feliz e um sítio a repetir muitas mais vezes, crendo que no Verão estará sempre repleto de pessoas. A minha escolha é garfo de ouro, pela inovação de sabores e pelo potencial que terá para animação mais forte.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ponto de Situação


O último texto chama-se imprevisto e mais de 2 semanas passaram sem notícias. Manter um local por semana certamente levaria a um final anunciado muito rápido, por isso refizemos a estratégia e alargaremos de imediato às freguesias vizinhas, mantendo a quarta-feira mas não obrigatoriamente a periodicidade semanal.

Um dos objectivos com este blog foi cumprido esta semana, quando a nossa cara amiga a quem carinhosamente chamamos tia, resolveu festejar o seu aniversário no Relíquia. Demos a conhecer um espaço da nossa cidade e animação não faltou.

Alargando a área de actuação cresce-nos o apetite e um pica no chão evidencia-se num sinal de pura gula. Alguma sugestão?

Ficam imagens da Nossa Cidade...


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Imprevisto

Nesta quarta-feira surgiu um imprevisto que não houve maneira de contornar devido ao esquecimento de uma das nossas recrutas a Arroteira.
Contudo na mesma efectuamos como já tradição o nosso jantar, somente repetimos um dos pontos que já tinhamos falado no nosso blog - o Reliquia!
Como podem ver, para repetirmos foi porque gostamos do ambiente, da simpatia da Pi e como claro ai vai um beijo enorme para ela!
Referente a proxima semana por motivos "tecnicos" de um dos Fundadores, pelo o que parece tem uma missão qualquer... o nosso jantar vai passar para quinta-feira!
Pelo menos uma coisa que posso salientar cada vez mais ganhamos companhia dos nossos amigos e amigas que nos fazem questão de acompanhar nas nossas rotas pela a bela cidade que nós vivemos!
Fica um beijo para as meninas e um abraço para os moços !

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Residencial Venceslau

Espaço simples, mesmo muito simples. O trato das pessoas ainda mais simples, numa familiaridade simpática que acolhe e derruba qualquer obstáculo de moderação no comportamento mais formal.

É uma das repetições, no entanto a novidade foi mesmo a presença de um grande grupo que encheu a pequena sala e nos remeteu para uma sala mais interior junto à casa de banho, o que trouxe uma boa dose de humor, como à frente falarei. Quando falo no plural, refiro-me aos dois arroteiros (Paulo e eu), o sério candidato a arroteiro o Pedro, Inês, Sandra e uma estreia, Pedro militar, que coitado hoje teve um dos dois dias de trabalho da semana, o que nitidamente ontem o deixava muito transtornado. Antes que vejam a foto adianto já, sim a Sandra foi de fato de treino, mas enganem-se aqueles que pensam que a meia branca vai ser dress code...

A comida sempre caseira, bifinhos com "champinhões" e febras, entradas agradáveis e vinho do carrascão (que o diga a minha cabeça hoje). Toda a carne, vinho e aguardente (outro dos motivos da minha dor de cabeça), é produzida numa quinta da família, o que sem dúvida dá um toque muito especial. Ainda não falei com o Confrade Arroteiro mas avaliar pela foto abaixo, não deve estar muito melhor que eu. A parte da comida decorreu sem surpresas e agradou, sendo sempre uma boa solução. O preço abaixo dos 10€. A minha classificação é de garfo de prata.

A grande novidade foi mesmo o improvisado concurso "splash"... Um dos amigos masculinos desabafou que era uma pena não ficarmos na sala onde estavam as meninas, ao que lhe disse que estavamos no sitio ideal. Certo e sabido que mais tarde ou mais cedo temos de ir à casa de banho. Aproveitamos o embaraço de ter de ir à casinha com uns tipos desbocados (e não digam que sou só eu), do lado de fora a mandar bocas e a insinuar o significado dos ruídos que ouviam, a importância de poupar papel higiénico e lavar bem as mãos. As meninas saiam e tinham quatro tipos sorridentes a segurar a pontuação que mais não era que toalha de papel cortada com um número, do "splash". Eu desenhei um 6 para poupar, por isso só dei 6 ou 9... Foi a marca dos Arroteiros.

Em jeito de nota final, chegamos à conclusão que na Freguesia de Vila do Conde não há muitas outras casas a visitar, pelo que iremos iniciar as freguesias vizinhas muito em breve. Outra coisa, não foi por coincidência que apelidei de Confrade o Paulo, o projecto irá conhecer novos contornos muito em breve...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Restaurante Relíquia

Esta quarta-feira percorremos a parte antiga da nossa bela Cidade – Vila do Conde, tivemos como porto de abrigo o Restaurante Relíquia da minha querida amiga Filipa, que fica na Rua de São Bento.
Fomos recebidos por ela com a simpatia e o sorriso que é habitual dela.

Decoração do Restaurante complementa-se com a zona aonde se encontra, trazendo bastantes recordações da nossa bela Cidade, que por vezes encontram-se esquecidas como uma das fotos era do Antigo Mercado do Gado que se realizava na Praça da Republica junto ao Auditório Municipal de Vila do Conde.

Vamos a parte que interessa, ficamos pelos os petiscos que existe uma variedade para todos os gostos – Amêijoas, Polvo, Pataniscas, Alheiras de carne e de bacalhau, moelas e panadinhos, acompanhados por um belo vinho do Douro que neste momento nao me vem a memoria o nome.

Referente a Sobremesa vou ter que pedir a nossa querida Patricia que nos acompanhou para comentar, visto que o bocadinho que ela nos gracejou soube a pouco.

Como é obvio não podemos de esquecer do famoso Chiripiti (que na altura não fazíamos a noção o que era, mas aconselhamos a toda a gente a provar no final).

A nível de valores achei acessível para o que foi servido.

Avaliação – Garfo Ouro Mais

Quero agradecer a bela companhia que no fez acompanhar nesta quarta que foi a Patricia, visto que os nossos aspirantes Sandra e Pedro não puderam nos acompanhar desta vez.

Passo a bola para o Arroteiro Joel e claro a Patricia, e continuamos a espera do nosso correspondente Internacional para os lados de Angola – Alex que nos conte a historia das lagostas.

Abraços e Beijos

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Adega O Bago

Primeiro evento Arroteiro sem o nosso caro Alex. Dizem que não há insubstituíveis, contudo esta nossa perda ainda que temporária é muito significativa e então resolvemos convidar a Sandra, que tem tudo para ser uma arroteira excepto não ser homem, machismos à parte... Uma situação a considerar de futuro... Esteve ainda presente o distinto Pedro pela segunda vez. Mais umas presenças, uma última prova de fogo e poderá ser empossado Arroteiro de pleno direito, desde que aprovado por unanimidade pelos fundadores.

De comida falando, este espaço oferece uma decoração apropriada e contextualizada na gastronomia do nosso Minho, que é só por acaso a minha favorita. É um espaço temático e com comida de sabores caseiros, mas cometendo alguns pecados da "industrialização" da cozinha tradicional, por exemplo, batatas congeladas. No menu de degustação estava o pernil assado com batatinhas pequenas também assadas e bife à Bago. O primeiro estava apetitoso, a carne estava q.b. embora fosse nitidamente aquecida, óptimas estavam as batatas e arroz; o segundo prato, não tendo sido esta a minha opção, tinha um bife de boas proporções e um molho que abraçava bem o conjunto em termos visuais, deixando o aspecto do paladar para o Paulo comentar.

O acolhimento pautou-se pela simpatia e disponibilidade sem excessos. Trata-se de um espaço que poderá acolher convívios mais numerosos. Preço médio com entradas, vinho da casa e café de 10 €. Garfo de Prata!

À medida que vamos expandindo o número de casas que visitamos, começamos a deparar-nos com uma realidade, não há clientela suficiente à semana para justificar a abertura dessas mesmas casas. Sucede então que muitas estão fechadas e as que estão abertas muitas vezes apresentam pratos não elaborados no momento. Os alunos do ESAG poderão ter aqui um papel importante em dinamizar estes espaços, uma vez que terão locais ideais para os convívios que se pretendem na faculdade (pelo menos assim era no meu tempo), a baixos preços.

Alex como vão aí as coisas em Angola?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Comida Italiana

Inicia-se aqui uma nova rúbrica neste espaço de amigos. Aproveitando o desafio a que o caro Arroteiro Alex se propôs, de alargar as fronteiras da nossa prospecção, abro o espaço a experiências em outros países.

Até há pouco tempo falar em comida italiana era falar de pizzas e massas sem qualquer tipo de imaginação e sempre repetitivas. Na segunda vez que estive em itália fui deslumbrado pela qualidade e variedade da comida. Do antipasta, há pasta, passando por carne e peixe esplêndidos e sobremesas incríveis, tudo experimentei e tudo adorei sem excepção. Os ingredientes mediterrânicos bem presentes, com cor, cheiro, alegria e intensidade. Vinhos muito bons e uma grapa que acomoda tudo optimamente no estômago. Sempre com requinte e originalidade.

Resta referir que estive sempre no Norte da Itália e onde melhor comi foi na região de Brescia.

Passo a bola ao correspondente em Angola...


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pai do Pisco

Pai do Pisco, o berço da Irmandade visto que foi neste preciso local aonde 2 dos elementos da Irmandade se juntaram e aonde surgiu a ideia de andarmos a pesquisar todos aqueles ambientes típicos que existem na nossa bela Cidade.
Ainda por cima a visita também ficou marcada com a despedida do nosso amigo Alex para Angola que será o nosso enviado especial pela terra dos Palancas Negras, que irá ter o mesmo objectivo que tinha mas será pelas as tasquinhas em Angola, e esperamos pelo o regresso do nosso enviado e amigo o mais breve possível.

Sempre bem recebidos pelos proprietários bem com o funcionário, sempre disponíveis para nos agradar.

Para mim o Pai do Pisco é mesmo aquele típico ponto de encontro aonde vamos para comer uns petiscos como por exemplo – Bons rojões, mexilhões, costelinha, e ter uma bela conversa ou encontro de amigos.

Contudo se pretender um jantar ou almoço o Pai do Pisco oferece varias alternativas sendo uma delas a mais conhecida o Costeletão e os rojões, bem como uma bela escolha de vinhos para todos os gostos.
Um espaço com poucas mesas que facilmente se enche, será conveniente efectuar reserva se em caso pretender almoçar ou jantar devido a ter uma boa procura.

Fica localizado junto ao espaço da Feira de Vila do Conde aonde oferece muito espaço de estacionamento, logicamente menos a Sexta-feira por motivos da feira isto a hora do Almoço.
A minha pontuação é Garfo de Ouro!

Ficamos agora a espera da próxima quarta que chegue o mais breve possível.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Adega do Tijolo

Localização:  Largo da Roda, próximo da feira













Características principais: Local difícil de encontrar, local de amigos como gosta de referir o dono, cozinheiro, fadista de alma, torneiro mecânico, soldador que se apaixonou por Vila do Conde e nunca mais de cá saiu. Ambiente de fado, a televisão quase sempre na RTP Memória onde vemos muitos dos amigos em noites do fado de há 30 anos atrás. Poucas mesas, talheres desencontrados do conjunto, paredes forradas com decoração de fado e fotos de amigos, onde sobra um espaço para a nossa...

Pratos gastronómicos: Da primeira vez uma feijoada aquecida do almoço mas esplêndida. Carnes deliciosas com um feijão com um sabor único que unia incrivelmente todos os ingredientes, onde não faltou um bom vinho. Por encomenda uma carne de porco alentejana onde todas as conchas foram  sugados esperando encontrar algum restício que tivesse escapado. Da próxima vez feijoada de chocos.

Palavras do próprio Carlos Alberto, "a ASAE sabe o que faz, se cá viesse fecharia logo isto". Fechando adega perdia-se algo muito genuíno cuja alma do fado e uma experiência de vida de uma figura caricata e que dá gosto escutar, proporcionam a todos os clientes amigos. Sem dúvida encaixa-se perfeitamente no perfil traçado pelos três arroteiros e como tal um local que recomendamos a quem tenha o mesmo espírito.

A classificação que proponho é GARFO OURO, com os nossos saudosos arrotos de digna homenagem.

Liguem antes a encomendar a comida que é tudo feito na hora, ou então na melhor das hipóteses serão afortunados como o fomos da primeira vez e terão uma deliciosa feijoada aquecida à espera...

Uma última nota para um convidado muito especial que nos acompanhou e muito embora alérgico a marisco, fez questão de estar presente. Está ainda em estado de aprovação dos Arroteiros, até o acharmos merecedor de entrar para esta sagrada missão. Todos os que nos queiram acompanhar terão em todo o momento de dizer porquê e se mostrarem merecedores.

Até a próxima quarta-feira, em princípio próximo do Mosteiro de Santa Clara...